Crítica | Star Wars: O Despertar da Força

Contém pequenos spoilers

Quando a Disney anunciou que iria produzir uma nova trilogia de Star Wars devido a compra da Lucasfilm os fãs foram pegos de surpresa e comemoraram muito, porém alguns ficaram com um pé atrás depois da decepção que muitos deles tiveram com a trilogia prequel, ou seja, a Disney tinha uma tremenda pressão em seus ombros. Algum tempo depois da compra foi anunciado que J.J. Abrams (Star Trek, Além da Escuridão – Star Trek, Missão Impossível 3) dirigiria o sétimo capitulo da franquia, muitos dos fãs desconfiados se sentiram mais tranquilos depois da adição do diretor junto da noticia que os principais personagens da trilogia original estariam de volta. A cada trailer ou imagem que era divulgado os fãs ficavam ainda mais empolgados e esperançosos com o filme, já que o filme parecia trazer de volta o espirito aventureiro da trilogia original e é realmente esse espirito que torna Star Wars: O Despertar da Força o filme fantástico que os fãs esperavam a tanto tempo.

A história do longa se passa 30 anos depois de O Retorno de Jedi (1983). Luke Skywalker (Mark Hamill) está desaparecido e uma corrida pela galáxia se inicia depois que o dróide BB-8, que contém um mapa que pode levar a Luke, é encontrado pela sucateira Rey (Daisy Ridley) que é obrigada a fugir de seu planeta junto com o ex-stormtrooper Finn (John Boyega) após a Primeira Ordem ( Organização surgida das cinzas do império) descobrir sobre a existência do mapa.

A primeira coisa a se elogiar sobre o longa é belíssima homenagem que ele faz ao primeiro capitulo lançado da saga Uma Nova Esperança (1977), o filme ao mesmo tempo que é uma nova história também contextualiza diversos pontos do filme de 1977 e traz o mesmo espirito aventureiro que o longa trouxe a 30 anos atrás e que tanto encantou o mundo naquela oportunidade.

O primeiro ato do filme praticamente não deixa o espectador respirar com a apresentação dos novos personagens e com as intensas e espetaculares sequencias de ação, a primeira vista pode parecer que essa parte do longa foi corrida demais, mas não é o que acontece já que há tempo de apresentar as informações básicas há quem está assistindo, deixando assim o segundo ato responsável por explicar de forma mais ampla alguns fatos que ficaram em aberto.

O roteiro do longa é muito eficiente, alternando perfeitamente entre momentos dramáticos e alívios cômicos, que funcionam muito bem, criando assim um clima próximo ao do primeiro capitulo lançado da saga.

Se nas duas trilogias anteriores houvesse quem não gostasse de algum personagem ou ator do trio principal dificilmente isso acontecera aqui já que Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac, que aqui interpreta o habilidoso piloto Poe Dameron, estão incríveis em seus papeis, seus personagens conquistam os fãs em poucos minutos. Apesar do trio principal todo estar ótimo o destaque vai para Daisy Ridley que com uma ótima interpretação constrói uma heroína forte que sem duvida é uma das melhores personagens femininas dos últimos anos, além disso há de se destacar a ótima química entre Daisy e Boyega.

O elenco antigo também está muito bem no filme com o óbvio destaque para Harrison Ford que aqui volta ao seu icônico papel do piloto Han Solo que no longa serve como uma espécie de mentor para os novos protagonistas. O dróide BB-8 e o Wookie Chewbacca também roubam a cena no filme e devem levar os fãs ao delírio. 

O vilão do filme Kylo Ren (Adam Driver) talvez divida opiniões devido ao seu comportamento descontrolado, porém esse é justamente um dos grandes acertos do filme já que o longa entrega um vilão que está em plena construção e que tem diversas dúvidas em sua cabeça, assim o tornando uma ameaça imprevisível. 

Um dos grandes defeitos da trilogia prequel foi o uso exagerado de CGI (Computação Gráfica) , porém no novo longa isso não é um problema já que aqui os efeitos práticos predominam deixando tudo o mais real possível.

A trilha sonora, como já é de costume na franquia, é muita boa e mescla muito bem os novos temas com os antigos, com o destaque ficando para o tema composto por John Williams para protagonista Rey.

O único problema sério do filme é o mal desenvolvimento da personagem Capitã Phasma (Gwendoline Christie) que era bastante esperada pelos fãs e acabou decepcionando.

Com uma boa direção, um ótimo roteiro e um elenco brilhante Star Wars: O Despertar da Força traz de volta para a franquia a qualidade que a trilogia original tinha e ainda revitaliza de forma brilhante a saga deixando os fãs ainda mais ansiosos pelo que vem a seguir, além de deixar o caminho aberto para novos fãs.

NOTA: 9,5

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