Crítica | Os Oito Odiados (The Hateful Eight)

Dificilmente o nome de um diretor é lembrado pelo grande público, porém quando isso acontece na maioria dos casos é devido a qualidade de seus trabalhos. Quentin Tarantino se encaixa nesse seleto grupo e não é por acaso já que desde a década de 90 o diretor vem conquistando o público e critica com sua forma peculiar e polêmica de contar histórias. Os 8 Odiados (The Hateful Eight) o oitavo longa do diretor, que já disse que se aposentará após o décimo, traz de volta o famoso estilo de Tarantino, porém dessa vez sem tanto brilhantismo.

A história do filme se passa nos Estados Unidos pós guerra civil onde durante uma nevasca o carrasco John Ruth (Kurt Russell) que está levando uma prisioneira, Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), encontra durante o caminho o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins) que acabam embarcando junto com o carrasco, porém devido as péssimas condições climáticas eles são obrigados a se hospedar em um armazém junto com outros quatro desconhecidos, mas conforme o tempo vai passando a tensão e desconfiança entres os hóspedes vai crescendo de forma perigosa.

O primeiro ato do longa é extremamente eficiente já que conta com bons diálogos que prendem a atenção do espectador, algo já tipico dos filmes de Tarantino, e ainda apresenta os personagens de forma bastante satisfatória. Porém no segundo e no terceiro ato o filme acaba desandando já que os diálogos acabam perdendo sua força tornando o filme cansativo.

Além do problema com o ritmo do longa também há o fato de que Tarantino falha ao tentar criar um clima de tensão que consiga prender a atenção do espectador, como ele fez de forma brilhante em Bastardos Inglórios, isso acaba tirando o impacto das muitas reviravoltas da trama.

Porém, o filme também tem seus acertos o principal deles é a escolha do elenco já que o trio principal tem ótimas atuações com destaque para Jennifer Jason Leigh que está sendo indicada a diversos prêmios por sua interpretação da insana prisioneira Daisy Domergue.

A trilha sonora composta por Ennio Morricone é muito boa e combina perfeitamente com a atmosfera construída no longa.

Os Oito Odiados é um bom filme, porém devido a diversos problemas no roteiro acaba ficando muito abaixo da maioria dos trabalhos de Quentin Tarantino.

NOTA: 7,0

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2 comentários em “Crítica | Os Oito Odiados (The Hateful Eight)

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