Crítica | Steve Jobs

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Nos últimos anos tivemos dois filmes sobre gênios que mudaram para sempre o mundo da tecnologia que acabaram sendo sucesso de público e crítica, A Rede Social (2011) que conta a história de Mark Zuckerberg o criador do Facebook, e O Jogo da Imitação (2014) que mostra a vida de Alan Turing o pai da computação, os dois longas foram indicados a diversos prêmios e deixaram os fãs ansiosos por mais filmes sobre gênios da areá. Talvez o que o público mais esperasse fosse um longa sobre a vida do fundador da Apple Steve Jobs, apesar do mesmo já ter sido retratado em um filme lançado em 2013 só que o mesmo acabou sendo um fracasso. Porém haveria uma segunda chance para que Jobs pudesse ser retratado de uma maneira mais convincente nos cinemas, desta vez com um diretor premiado e um elenco de peso, para a felicidade dos fãs nessa segunda oportunidade o criador da Apple finalmente recebe um filme digno de sua genialidade.

O filme mostra três momentos importantes na vida de Steve Jobs (Michael Fassbender) e seus relacionamentos com Joanna Hoffman (Kate Winslet), Steve Wozniak (Seth Rogen), John Sculley (Jeff Daniels) e com sua filha.

O primeiro grande acerto do filme é sem dúvida o seu protagonista, já que Michael Fassbender entrega no longa uma performance marcante e que consegue deixar claro o quão complicada era a personalidade de Steve Jobs e também o quão difícil era se relacionar com ele.

Todo o elenco de apoio está muito bem, porém o destaque fica para Kate Winslet que além da ótima atuação demonstra uma química com Fassbender que beira a perfeição.

O roteiro do filme, escrito por Aaron Sorkin, é muito bom e conta com diálogos excelentes que trazem um agilidade incrível ao longa, principalmente no primeiro ato. O roteiro também acerta em não tentar tornar Jobs um herói, mostrando sua personalidade extramente difícil de se lidar.

Outro acerto do longa é não focar nas criações de Jobs e sim em sua vida pessoal, podendo assim explorar de forma excelente o criador da Apple.

O maior defeito do longa são os pequenos flashbacks, inseridos no meio de algumas cenas, que acabam tirando um pouco da agilidade do filme e que deixam a impressão de que poderiam ter sido realizados de uma maneira mais eficiente.

Outro defeito do longa é a trilha sonora que acaba por ser inconveniente em diversos momentos.

Com atuações marcantes, um ótimo roteiro e uma agilidade impressionante Steve Jobs consegue bater de frente com as outras ótimas cinebiografias de gênios da tecnologia lançadas recentemente e deve satisfazer quem acabou se decepcionando com o longa sobre o fundador da Apple lançado em 2013.

NOTA: 8,0

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