Crítica | Demolidor – 2ª Temporada (Daredevil – Season 2)

Trazendo um estilo extremamente sombrio e violento, a primeira temporada de Demolidor foi um gigantesco de sucesso de público e crítica, sem dúvidas a proeza de conseguir trazer todo o espirito urbano e adulto dos quadrinhos do personagem titulo da série impressionou tanto os fãs do herói nas HQ’s quanto os leigos no assunto. O seriado foi escalado para ser o primeiro da parceria Marvel/Netflix que traria quatro séries solos de heróis (Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro) e depois um crossover entre eles intitulado de Os Defensores, porém o sucesso de Demolidor foi tão grande que acabou adiando o encontro entre os quatros heróis para dar lugar a uma segunda temporada e a escolha se mostrou acertada já que o segundo ano do héroi consegue realizar a dura de missão de tornar melhor o que já era ótimo.

No segundo ano da série, justo quando Matt (Charlie Cox) acredita que ele está trazendo ordem para a cidade, novas forças emergem na Cozinha do Inferno. Agora o Homem sem Medo deve enfrentar um novo adversário, Frank Castle (Jon Bernthal), e encarar uma antiga paixão – Elektra Natchios (Elodie Yung).

A grande expectativa dos fãs na segunda temporada da série estava em volta das estreias dos personagens Justiceiro e Elektra, e felizmente eles não decepcionam em nenhum momento. Porém, entre os dois quem se destaca mais é o Justiceiro graças a brilhante performance de Jon Bernthal que consegue transmitir de maneira perfeita toda a fúria, brutalidade e angústia de seu personagem.

Do resto do elenco podemos citar o protagonista Charlie Cox que continua muito bem em seu papel, assim como Deborah Ann Woll, interprete da personagem Karen Page, personagem que ganhou ainda mais destaque nesta temporada, e Elden Henson como Foggy Nelson, o melhor amigo de Matt.

As cenas de ação, um dos destaques da primeira temporada, continuam ótimas e estão ainda mais violentas, principalmente em momentos com Elektra ou Justiceiro. As duas melhores cenas ocorrem em um corredor, fazendo os fãs lembrarem da clássica cena da primeira temporada, uma protagonizada pelo Demolidor e outra pelo Justiceiro, em uma carnificina de causar inveja a Quentin Tarantino.

O roteiro da série consegue trabalhar de maneira bastante eficiente nas angústias do personagem principal conforme a sua vida como vigilante começa a atrapalhar a sua vida pessoal. Além disso, ainda há ótimos diálogos sobre questões de moralidade envolvendo o Demolidor e o Justiceiro.

O maior erro da segunda temporada da série é a sub-trama, que acaba virando o foco do final de temporada, da personagem Elektra que acaba por ser confusa em diversos momentos. A sub-trama do Justiceira é bem desenvolvida durante boa parte da temporada, porém na reta final do segundo ano ela acaba sendo deixada de lado e seu desenrolar acaba deixando a desejar.

Outro ponto negativo fica pela personagem Claire Temple (Rosario Dawson) que apesar de render ótimas cenas tem pouco tempo em tela e deixa a sensação de que poderia ser melhor aproveitada.

Mais tensa e mais brutal a segunda temporada de Demolidor consegue superar a qualidade apresentada no primeiro ano da série e prova mais uma vez que a parceria Marvel/Netflix foi um junção perfeita que ainda tem muitos ótimos frutos a oferecer.

NOTA: 8,5

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