Crítica | Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War)

Os fãs da Marvel foram a loucura quando houve o anúncio que o terceiro filme do Capitão América adaptaria a trama de Guerra Civil, uma das sagas mais cultuadas dos quadrinhos nos últimos anos, se isso já não fosse o bastante para deixar os espectadores com a expectativa nas alturas aproximadamente um ano depois do anuncio do filme foi revelado que graças a uma parceria feita entre Marvel Studios e Sony o filme contaria com a primeira aparição do Homem Aranha no MCU (Marvel Cinematic Universe). É inegável que o resultado final de Capitão América: Guerra Civil seja bom, porém para um filme que prometia tanto fica a sensação de que falta algo.

No filme, Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

As cenas de ação de Capitão América 2: O Soldado Invernal foram extremamente elogiadas e tidas por muitos como uma das melhores em filmes do gênero, por mais difícil que seja melhorar algo que já é ótimo isso acontece em Guerra Civil , a ponto de que a afirmação que essa são as melhores sequências de ação em um filme de super heróis passe muito longe de ser um exagero. A maneira frenética dos irmãos Anthony e Joe Russo de filmar as cenas de ação beira a perfeição no longa.

Falando nos diretores, é bom citar a ótima direção deles, sem dúvidas um dos maiores acertos da Marvel Studios até hoje foi apostar em dois diretores de seriados de comédia para comandar filmes cruciais de seu universo.

Entre os dois protagonistas quem se destaca mais é Robert Downey Jr. que consegue demonstrar no filme todo seu talento na pele de um versão bem mais sombria do seu personagem, algo bem diferente do que já tínhamos visto de Tony Stark até aqui.

Dos personagens coadjuvante o destaque fica pelos estrantes Pantera Negra (Chadwick Boseman) e Homem-Aranha (Tom Holland). O personagem de Boseman se destaca pela sua interessante trama e suas motivações que foram muito bem trabalhadas. Já o Homem-Aranha é um show a parte no filme, o personagem foi retratado com bastante fidelidade aos quadrinhos, ou seja, um herói “molecão”, extremamente nerd, capaz de fazer até referencias a Star Wars, e bastante piadista durante os combates, essa é sem dúvida a versão do herói que os fãs sempre quiseram ver nas telonas, apesar da curta aparição Holland já deixou a dúvida na cabeça dos fãs sobre quem é o melhor ator a interpretar o amigão da vizinhança até aqui.

Apesar do roteiro ter seus problemas, que serão citados mais a frente, ele consegue trabalhar muito bem o desenvolvimento e as motivações dos heróis, além das relações entre eles, apesar de termos tantos personagens todos eles tem um espaço satisfatório no filme.

O grande vilão do filme é o roteiro que deixa a desejar em diversos aspectos. O primeiro deles é na primeira hora do filme que, salvo pelas cenas de ação, é bastante arrastada. Há também outra falhas como não conseguir criar a tensão necessária para a história, abandonar a trama principal no terceiro ato e não ter a coragem necessária para tomar certas atitudes.

Outro erro do longa, que infelizmente tem se repetido nos filme do estúdio, é o vilão. Zemo (Daniel Brühl) dá esperança para o espectador de que será um bom antagonista em suas ótimas duas primeiras cenas, porém depois disso ele se mostra mais um vilão fraco com um plano mirabolante e uma motivação clichê. Não havia a necessidade de inserir o vilão no filme, a trama Homem de Ferro Vs Capitão América tinha total capacidade de segurar o filme.

Capitão América: Guerra Civil é sem dúvida nenhuma um bom filme, principalmente graças as cenas de ação impecáveis e o carisma de seus personagens, porém problemas no roteiro e a falta de coragem em diversas decisões acabam deixando o longa muito aquém de seu potencial.

NOTA: 7,5

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