Crítica | X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse)

O primeiro filme dos X-Men, lançado no ano de 2000, é sem dúvida nenhuma um dos filmes mais importantes dentro do seu gênero, se hoje temos diversos filmes de heróis lançados a cada ano o primeiro longa dos mutantes é um dos maiores responsáveis por isso. De 2000 para cá a franquia passou por uma verdadeira montanha russa alternando entre erros e acertos, porém depois da volta do diretor Bryan Singer, que comandou o primeiro longa da equipe, a franquia recebeu um novo animo e passou a acertar muito mais do que errar, a prova disso são os ótimos X-Men: Primeira Classe e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Depois desses dois ótimos trabalhos, a expectativa para X-Men: Apocalipse era imensa, já que além de contar com boa parte da equipe dos longas anteriores, o filme também traria um dos vilões mais conhecidos dos quadrinhos, entretanto, o novo filme dos mutantes passa extremamente longe da qualidade de seus antecessores e pode decepcionar quem estiver esperando algo marcante.

Após milhares da anos Apocalipse (Oscar Isaac) volta a vida disposto a garantir sua supremacia e acabar com a humanidade. Ele seleciona quatro Cavaleiros nas figuras de Magneto (Michael Fassbender), Psylocke (Olivia Munn), Anjo (Ben Hardy) e Tempestade (Alexandra Shipp). Do outro lado, o professor Charles Xavier (James McAvoy) conta com uma série de novos alunos para tentar impedir o vilão.

Infelizmente o vilão Apocalipse simplesmente não funciona, o personagem não é ameaçador ou imponente como deveria ser e sua história não é bem desenvolvida a ponto de prender a atenção do espectador, nem mesmo o excelente Oscar Isaac é capaz de salvar o vilão do artificialismo.

Se o vilão não funciona não podemos dizer o mesmo dos mocinhos do longa, entre os novatos quem os que se destacam são Ciclope (Tye Sheridan) e Jean Grey (Sophie Turner) que demonstram carisma e parecem ter o talento necessário para terem um papel de maior destaque nos próximos filmes da franquia. Entre os não estreantes o destaque vai para Mercúrio (Evan Peters) que, assim como aconteceu em Dias de um Futuro Esquecido, protagoniza a cena mais divertida do filme que é embalada por um grande hit dos anos 80.

Os cavaleiros do apocalipse: Psylocke, Anjo e Tempestade são mal aproveitados pela trama e tem motivações um tanto quanto vazias, juntos os três não parecem ter nem 20 falas durante o longa. Entre os aliados do grande vilão do filme, o único que se destaca é Magneto que tem o melhor arco do longa com sua história bastante dramática e por diversos momentos emocionante.

Um dos maiores erros do longa é perder tempo de mais em subtramas chatas, como as do Professor Xavier e da Mística (Jennifer Lawrence), que acabam tornando o filme bastante cansativo, principalmente em sua primeira hora.

O filme acerta em diversos detalhes técnicos, com o destaque indo para a bela fotografia, que se destaca ainda mais nas sequências no Egito, e para boa trilha sonora.

Apesar de ter seus acertos, a maioria deles em relação a escolha de elenco, X-Men: Apocalipse é uma tremenda decepção e um gigantesco balde de água fria em quem esperava algo no nível de seus antecessores. Infelizmente, o longa parece ser mais um declínio na montanha russa da franquia.

NOTA: 6,5

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