Crítica | Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft)

Os filmes baseados em vídeo games parecem sofrer de uma espécie de maldição, dentre todos os filme do tipo lançado até hoje nenhum é lembrado com carinho pelos fãs. Mortal KombatTomb RaiderSuper Mario BrosNeed for Speed são alguns dos jogos de sucesso que tiveram suas versões nas telonas que acabaram não sendo muito bem aceitos por público e crítica. Há aproximadamente 10 anos atrás foi anunciado que um filme baseado na série de jogos Warcraft estava em desenvolvimento, porém devido a tal “maldição” citada anteriormente os fãs não tinham ideia do que veriam, já que o jogo tem um universo extremamente rico em conteúdo e transportar ele para as telonas poderia acabar terminando em um desastre. Felizmente, Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos quebra a sina que vinha assolando o gênero e é sem dúvidas uma revolução para os filmes baseados em games.

O filme acompanha o conflito gerado pelo primeiro contato entre orcs e humanos, mostrando os dois lados da história. De um lado está Anduin Lothar (Travis Fimmel), o personagem principal da Aliança, que sacrificou tudo para manter salvo o povo de Azeroth, e do outro Durotan (Toby Kebbel), o principal personagem da Horda que batalha para salvar seu povo e sua família da extinção.

O diretor Duncan Jones conseguiu transpor com excelência para as telas toda a riqueza do extenso universo de Warcraft. A ambientação do longa está fantástica  e deve deixar os fãs do gênero de fantasia fascinados. Jones é assumidamente um grande fã dos jogos da saga e é possível ver toda a sua paixão por esse universo durante o longa, sem dúvidas o diretor foi a escolha certa para comandar o filme.

A trama do filme é extremamente cativante e bastante dinâmica, não se perde tempo com longas explicações sobre os poderes do personagem ou sobre eventos ocorridos há muito anos nesse universo, ou seja, o filme vai direto ao ponto. Os não habituados a esse universo podem até se sentir um pouco confusos com a grande quantidade de nomes que são citados no começo do filme, porém ao decorrer do mesmo o espectador vai se acostumando com estes, tornando assim o longa uma experiência agradável para fãs e para não fãs.

As cenas de ação do longa são excelentes e empolgantes, e mesmo que em algumas delas haja um grande uso de CGI elas em nenhum momento soam como artificiais, problema que tem ocorrido com diversos blockbusters recentes.

Nos quesitos técnicos o filme também vai bem. Com destaques para os efeitos especiais que podem até não ser revolucionários, porém são bastante satisfatórios, e para a trilha sonora que consegue captar muito bem a atmosfera do longa.

Os principais problemas de Warcraft estão no roteiro, que ainda que tenha acertado em cheio em diversos aspectos da trama tem seus defeitos, como um romance extremamente forçado que foi adicionado ao filme e algumas mortes que ocorrem,porém que acabam não recebendo a carga dramática necessária.

Outro problema são as atuações do longa, já que a maioria dos atores do filme entregam performances nada inspiradas.

Extremamente divertido e com um universo bastante cativante Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos não é perfeito, porém pode ser considerado uma revolução nos filmes baseados em jogos. Resta torcer para que os próximos filmes do tipo consigam manter e até superar a qualidade desse para que enfim a tal “maldição” seja quebrada por completo.

NOTA: 8,0

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