Crítica | Procurando Dory (Finding Dory)

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Por muitos anos Procurando Nemo (2003) foi o filme de maior bilheteria da Pixar e também o de maior aprovação por parte dos críticos, junto com os filmes Toy Story. Em 2010 com o lançamento de Toy Story 3, o longa perdeu o posto de maior bilheteria de um filme do estúdio, porém ainda assim continua até hoje como uma das animações mais aclamadas já feitas. A personagem Dory, ainda que seja uma coadjuvante na trama, foi a que mais roubou a atenção dos espectadores com o seu gigantesco carisma, logo, a noticia de que a continuação do filme de 2003 seria focada na personagem deixou os fãs extremamente esperançosos. Ainda que não seja tão bom ou memorável como o longa original Procurando Dory certamente irá divertir e deixar os espectadores satisfeitos com seu resultado final.

Um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo, Dory (Ellen DeGeneres) tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na desenfreada busca esbarra com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos.

Os personagens coadjuvantes são o grande destaque do filme, com a maioria deles tendo por trás de si uma motivação ou história interessante, seja o polvo Hank com seu mau humor e uma espetacular habilidade de camuflagem, que por sinal é muito bem trabalhada no filme, ou a dupla de leões-marinhos Rudder e Fluke que protagonizam diversos momentos hilários.

Os momentos cômicos do longa são excelentes e se mostram estar no “timing” correto na maioria das vezes. Diversos deles conseguem salvar algumas cenas do longa de se tornarem maçantes.

A parte do visual do filme é incrível e se mostra no mesmo nível da do filme de 2003. O destaque vai para as partes que se passam em um parque aquático, onde temos cenas, principalmente as que se passam dentro de atrações do parque, que vão fazer os espectadores ficarem impressionados com a qualidade visual da animação.

O grande problema do longa é a sua trama que está muito de longe de cativar o espectador como aconteceu com o filme original. Como já dito anteriormente, diversos momentos do filme só não são chatos ou cansativos devido ao carisma de seus personagens e ainda que haja uma melhora no segundo e no terceiro ato em nenhum momento a trama passa perto de ser acima da média. Diversas situações do longa não tiveram suas cargas dramáticas bem trabalhadas, dificultando assim que o resultado final pudesse ser algo memorável.

Ainda que sua trama passe longe da qualidade da de outros filmes da Pixar, Procurando Dory diverte bastante graças a seus excelentes personagens e ótimas tiradas cômicas. É o tipo de filme em que, mesmo estando ciente de seus defeitos, saímos com uma enorme sensação de satisfação ao final da sessão.

NOTA: 7,5

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