Crítica | Doutor Estranho (Doctor Strange)

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Apesar de não ter recebido toda a “badalação” que merecia durante sua produção, o filme do personagem Doutor Estranho se provou desde o começo um projeto bastante interessante, já que além de contar com um grande elenco, ainda havia uma conceito visual bastante interessante e a promessa de que o longa abriria um grande leque de possibilidades para o universo da Marvel nos cinemas. O resultado final de Doutor Estranho está longe de ser perfeito, ou mesmo de ser o suficiente para poder ser considerado o melhor filme da Marvel, mas ainda assim é um filme empolgante e energético o bastante para poder agradar aos fãs do personagem e também do gênero.

O longa acompanha a história do talentoso neurocirurgião Dr. Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) que, após um trágico acidente de carro, precisa colocar o ego de lado e aprender os segredos de um mundo oculto de misticismo e dimensões alternativas.

É difícil não começar falando do fantástico visual do filme. Uma cidade inteira se dobrando, viagens psicodélicas, lutas nada convencionais, esses são apenas alguns fatores que tornam todo o conceito visual do filme espetacular. Provavelmente esse é o blockbuster que mais capricha nesse quesito desde de A Origem (2010). As muito bem dirigidas cenas de ação só contribuem para que toda essa “loucura” visual seja ainda mais épica e empolgante.

Outro fator que torna o filme empolgante é a excelente trilha sonora composta por Michael Giacchino que se mostra fundamental durante as cenas de ação, fazendo com que estas, como já dito anteriormente, se tornem ainda mais épicas, assim tornando o processo de imersão de espectador ainda mais prazeroso. Sem dúvida nenhuma, se trata de uma das melhores trilhas presentes em filmes da Marvel.

O elenco de peso do longa corresponde as expectativas. Benedict Cumberbatch entrega uma performance satisfatória como protagonista do filme e tem tudo para a cada nova aparição ficar cada vez mais a vontade em seu papel, como aconteceu como assim como Robert Downey.Jr e o homem de ferro. Entre os coadjuvantes Rachel McAdamsChiwetel Ejiofor, Christine Palmer e Mordo, respectivamente, se destacam, com o segundo se mostrando uma peça bastante promissora para uma eventual sequência.

A trama do filme é irregular, já que a primeira metade do longa é um tanto quanto arrastada, de forma com que os diálogos não sejam muito eficientes e diversas oportunidades de se trabalhar melhor o desenvolvimento de personagens acabem sendo desperdiçadas, nesse período o que se salva são as “viagens” visuais. Porém, na segunda metade tudo parece começar a deslanchar, a história flui melhor, os diálogos começam a funcionar, assim tornando o longa uma experiência empolgante e divertida. Também vale a pena elogiar o clímax do filme que traz situações criativas que se esforçam ao máximo para fugir de possíveis situações clichês que geralmente acabam acontecendo em filmes do gênero.

Os vilões costumam ser o calcanhar de aquiles dos filmes da Marvel, e em Doutor Estranho nós novamente não temos um antagonista que esteja a altura do herói principal, o vilão Kaecilius (Mads Mikkelsen) é mal desenvolvido e apresenta motivações não tão originais, porém o personagem acaba sendo um tanto “aceitável” graças ao carisma de Mikkelsen.

Com um ótimo elenco, um visual fantástico e cenas de ação de tirar o fôlego, Doutor Estranho é mais um acerto da Marvel nos cinemas. Se não fosse por sua primeira metade onde pouca coisa funciona o longa poderia  entrar na briga pelo status de melhor filme do estúdio.

NOTA: 7,5

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