Crítica | Moana: Um Mar de Aventuras (Moana)

moana

Os últimos anos tem sido impecáveis para a Walt Disney Animation Studios, já que conseguiu emplacar diversos sucessos de público e crítica em sequência. Detona Ralph (2012), Frozen: Uma Aventura Congelante (2013), Operação Big Hero (2014) e Zootopia: Essa Cidade é o Bicho (2016) fazem parte da nova era do estúdio, que até aqui tem se mostrado excelente. A nova animação dessa leva, Moana: Um Mar de Aventuras até se mostra um filme divertido, porém fica devendo em termos narrativos.

Moana Waialiki (voz de Auli’i Cravalho) é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui (voz de Dwayne Johnson), Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Como em cada nova animação do estúdio, aqui também podemos ver a evolução na qualidade visual. O longa sabe consegue aproveitar muito bem as possibilidades que o local a onde a história se passa, no caso uma ilha na Oceania, pode oferecer para brindar o espectador com cenas visualmente excelentes e que utilizam toda a variedade de cores das paisagens de forma magistral.

O roteiro do longa tem seus problemas. Um dele é a trama, que apesar de ter uma mitologia interessante por trás, esta cheia de situações previsíveis, que se fossem bem conduzidas poderiam até não incomodar, porém, infelizmente, isso acaba não acontecendo. O vilão do filme é outro ponto negativo do roteiro, já que o mesmo é genérico e desinteressante, de forma que o terceiro ato do longa, onde temos a confronto derradeiro entre o mesmo e os mocinhos, acabe sendo um tanto sem graça.

Ao mesmo tempo em que o roteiro apresenta problemas, ele também apresenta pontos positivos. Um deles é a forma como o mesmo trata seus dois principais personagens, já que Moana e Maui são bem trabalhados, de forma que o espectador se apegue ao mesmos e se divirta durante a jornada dos dois. A maneira como a relação entre os protagonistas vai sendo desenvolvida é bastante interessante e é provavelmente a melhor coisa do longa.

Boa parte das canções do filme, que aliás se mostram estar de forma excessiva no longa, não são lá muito marcantes, porém duas músicas em especial conseguem fugir disso. A primeira delas é “You’re Welcome”, que conta com uma surpreendente performance de Dwayne Johnson. A outra é a inspiradora “I Am Moana” que é executada em um momento crucial da trama. 

O saldo final de Moana: Um Mar de Aventuras é de um filme cumpre bem o seu papel de divertir, muito disso graças a seus personagens carismáticos, porém que fica devendo em contar uma história que seja mágica e marcante, como tantos outros longas do estúdio já conseguiram fazer.

NOTA: 7,0

 

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